Constelações familiares sistêmicas e orientação sexual

A Brigitte Champetier de Ribes nos diz que:

“A identidade sexual nos é dada pelo destino. A heterossexualidade e a homossexualidade, na maioria dos casos, são predeterminadas desde antes do nascimento e nada pode fazer mudar esta orientação. O que, sim, a pessoa irá buscar é poder desfrutar, ao máximo, do amor e da harmonia dentro da orientação que lhe coube.

Graças à sistêmica, pudemos entender porque a maioria das pessoas também se sente bissexual. Os recém-chegados à vida (os mais novos de um sistema familiar), têm, como destino, mostrar e incluir os excluídos por nossos ascendentes. A cada um cabe substituir vários excluídos, com maior ou menor intensidade, e podemos observar que a eleição de quem substitui a quem não leva em conta o gênero do descendente. Isto significa que cada um de nós está substituindo tanto homens como mulheres, vivendo seus respectivos desejos sexuais de um modo incoerente e independente de nossa orientação real. Estas substituições costumam desaparecer ao longo da vida.

Graças às crises e suas resoluções, aparentes heterossexuais, casados e com filhos, sentem cada vez mais reforçada sua identidade homossexual. Pessoas bissexuais vão perdendo a atração por ambos os sexos e ficam com uma identidade clara, hétero ou homossexual.

Podemos observar, precisamente, que graças às constelações, muitas substituições desaparecem, permitindo que cada pessoa viva sua própria vida e, entre outros aspectos de sua vida, sua própria orientação sexual, seja qual for, de um modo mais íntegro e coerente.

Lembro de uma constelação do Bert Hellinger que presenciei onde o cliente era um homem homossexual. A constelação mostrou que ele era filho de uma linhagem de italianos tremendamente machistas. A homossexualidade dele existia para honrar todas as mulheres a quem esses homens haviam desrespeitado. Ele era o único da linhagem masculina que olhava para as mulheres com amor e por isso as representava.

As intrincações sistêmicas quase sempre mostram o amor de alguém por excluídos do seu sistema familiar. Um amor arcaico e infantil muitas vezes, que acredita que com o nosso sofrimento podemos aliviar o dos outros. Nas constelações isto pode ser evidenciado e a pessoa pode então tomar uma nova decisão que o libere para viver a sua própria vida, permitindo que cada um leve suas próprias cargas e neste caso a orientação sexual que lhe trará felicidade, pois faz parte do seu verdadeiro destino.

A homofobia, só faz perpetuar as exclusões e os problemas relacionados a estas.

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